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Presidente do Sinte|Oeiras explica na Câmara sobre greve dos professores e fechamento do ano letivo

Presidente do Sinte|Oeiras, José Augusto Vieira. Foto: Emanuel Vital

 Presidente do Sinte|Oeiras, José Augusto Vieira. Foto: Emanuel Vital

O professor José Augusto Vieira Soares participou nesta segunda- feira, 27, da sessão ordinária da Câmara Municipal de Oeiras. A presença do professor à câmara municipal se fez em virtude de requerimento apresentado pelo vereador Letiano Vieira (PSB).

O professor foi chamado para explicar sobre a situação da educação estadual em virtude do movimento grevista que durou 77 dias nas escolas da rede pública do estado do Piauí, principalmente em Oeiras e municípios jurisdicionados.

O professor fez um relato de todo o imbróglio que envolveu o SINTE|PI e o governo do estado do Piauí, que não cumpriu com o pagamento do reajuste do magistério no período estabelecido por lei levando a classe a deflagrar greve por dois momentos.

O educador colocou que o movimento grevista se fez por todo esse tempo por que o governador descumpriu a proposta de acordo para implementar os 6,81% do reajuste do Piso. “Nós reivindicávamos o reajuste que nos é garantido por lei e que este fosse pago de forma linear à toda categoria assegurando a paridade. Também era luta da categoria, a melhoria das estruturas das escolas, a falta de transporte escolar, os empréstimos consignados e os atrasos nos repasses do IASPI e PLAMTA. O governador descumpriu por várias vezes acordos firmado perante o Tribunal de Justiça. Tudo isso nos empurrava cada vez mais para o movimento grevista”, explicou José Augusto.

Questionado se o ano letivo estaria comprometido após o longo período paredista, o presidente afirmou que não, porem reconheceu que houve prejuízos. O educador garantiu que agora após o retorno das aulas, os professores trabalharão os 200 dias letivos estabelecidos pela LDB, garantindo assim o fechamento do ano letivo de 2018 que deverá acontecer por volta do mês de fevereiro de 2019.

O sindicalista afirmou que o movimento grevista foi vitorioso em razão da unidade da categoria e o grande empenho da presidente do Sinte estadual, Paulina Almeida pela condução do movimento de forma firme e sempre colocando em primeiro lugar a luta por uma educação pública de qualidade e socilmente referenciada.

Os vereadores reconheceram a greve dos profissionais da educação do estado do Piauí como positiva apesar dos contratempos, ressaltando a dificuldade do governo em garantir o compromisso de reajustar os salários dos trabalhadores em educação.

Em seu despacho final, o desembargador Joaquim Santana homologou que o governo implemente na folha do mês de agosto de 2018 o reajuste de 6.81% para os profissionais do magistério e 3,15% para o pessoal de apoio técnico administrativo da educação e as diferenças devidas na folha do mês de setembro.

 

Redação|folhadeoeiras

 

Emanuel Vital

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